Limitar uso de eletrônicos durante a pandemia: como fazer?

Limitar uso de eletrônicos

Limitar uso de eletrônicos durante a pandemia: como fazer?

Limitar uso de eletrônicos durante a pandemia: como fazer?

Resposta consiste em duas etapas essenciais simples, mas que não são fáceis, informa especialista

Como lidar com o maior apego ao celular e computador pelas crianças e pelos adolescentes em tempos de coronavírus?

Por conta do distanciamento social e das aulas online, passar mais tempo com equipamentos eletrônicos foi  praticamente obrigatório.

A impossibilidade de usufruir de equipamentos de lazer e da convivência com amigos acabou por vincular os pequenos aos eletrônicos.

Mas, como lidar com a naturalização das relações apenas virtuais que o isolamento provocou?

E como, prática, limitar uso de eletrônicos durante a pandemia?

 

Limitar uso de eletrônicos

Primeiro, é preciso dialogar com a criança e, segundo, oferecer a ela uma alternativa aos eletrônicos – ensina o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio Oficina do Estudante.

“Temos um longo processo pela frente. É preciso conversar, explicando a situação excepcional que passamos (e que ainda está sendo vivida). Mostrar, com clareza, e reiteradas vezes, que o celular, o tablet e computador eram mais usados quando não se podia ir à escola em nenhum dia, quando não era possível brincar no clube ou na área de lazer do condomínio”, afirma.

“A segunda etapa corresponde a trocar o equipamento eletrônico, sempre que possível, por interações pessoais. Não vale a pena tirar o equipamento e/ ou limitar o uso pura e simplesmente, após meses em que a utilização foi livre por causa da pandemia. Mas convidar a criança para brincar, jogar um jogo de tabuleiro, interagir com os pais, irmãos ou outros parentes; oferecer-se para acompanha-la a um lugar aberto, para brincar, andar de bicicleta… Tirar o equipamento eletrônico, sem oferecer uma alternativa e sem que a criança compreenda bem o que mudou, é o pior caminho”, acrescenta.

Importância do colégio

Quanto à escola, especificamente, Tasinato lembra que, ainda que o retorno presencial seja gradativo, é essencial.

“Por mais que ainda existam professores pertencentes ao grupo de risco e que continuem dando aulas de casa, a escola tem que proporcionar vivências interativas e pessoais, entre alunos, e os demais membros da equipe docente, e de gestão”.

Dessa forma, é importante o retorno presencial – mesmo que em pequenos grupos e sempre com todos os cuidados sanitários necessários.

“Neste primeiro momento, o retorno tem que focar no aspecto sócio-afetivo do aluno. O retorno neste ano de 2020, ainda que no final das atividades letivas, é a oportunidade para acolhida emocional dos estudantes”, declara o especialista.

Ainda de acordo com Tasinafo, “tal como os pais, a escola tem que contribuir para conscientizar os alunos do momento em que o celular se tornou algo ‘natural’ e que, passado esse momento, o natural é a interação entre pessoas”.

No Colégio Oficina do Estudante, por exemplo, o uso de smartphones pessoais é proibido dentro das salas de aula.

Só é permitido nos intervalos, mas, ainda assim, desaconselhado pela equipe pedagógica para fomentar a interação entre os alunos.

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