Sistema digestivo: o que é? Como funciona?

Sistema Digestivo

Sistema digestivo: o que é? Como funciona?

Sistema digestivo: o que é? Como funciona?

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Escola Kids

Antes de mais nada, é importante saber que:

O sistema digestivo é responsável por garantir a absorção dos nutrientes necessários para a nossa sobrevivência.

É nele que ocorre, portanto, a digestão daquilo que comemos.

Por isso, ele quebra os alimentos em moléculas menores e mais simples, de modo que o nosso corpo consiga aproveitá-los.

Logo, esse sistema é formado por diferentes órgãos.

E é também formado por algumas glândulas anexas.

Mas, o que essas glândulas fazem?

Elas ajudam produzindo substâncias fundamentais para o processo de digestão.

Sistema Digestivo

Boca
Esôfago
Estômago
Intestino delgado
Intestino grosso
Ânus

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Boca

Em primeiro lugar, a digestão começa na boca.

Isso porque é nela que o alimento sofre a ação dos dentes e da saliva.

Os dentes, por sua vez, atuam na digestão mecânica, quebrando o alimento em partículas.

Assim sendo, a primeira dentição é chamada de dentição de leite.

Mas, ela pode ainda ser chamada de decídua, e é composta por 20 dentes.

Já em uma pessoa adulta, a dentição é permanente, e composta por 32 dentes.

Por isso, em cada arcada (superior e inferior) são encontrados 16 dentes:
> quatro incisivos
> dois caninos
> quatro pré-molares
> seis molares.

E se os dentes atuam na digestão mecânica, a saliva atua na digestão química.

Nela, está presente a enzima ptialina, que dá início à digestão dos carboidratos.

Além disso, a saliva umedece o alimento, o que facilita sua deglutição.

Tão importante quando a saliva é a atuação da língua.

Isso porque é ela quem ajuda a misturar o alimento à saliva e a empurrar o bolo alimentar em direção à faringe.

Faringe

A faringe é um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório.

Mas, o que ela faz no sistema digestivo?

Serve de caminho para o bolo alimentar, que passa nesse órgão e segue em direção ao esôfago.

Esôfago

Já o esôfago é uma espécie de tubo que tem cerca de 25 cm de comprimento.

E é ele quem conecta a faringe ao estômago.

O bolo alimentar passa por esse tubo graças às contrações peristálticas – à medida que elas são feitas pelos músculos.

Por isso, é que são elas que garantem a movimentação do bolo alimentar em direção ao estômago.

Portanto, e, em outras palavras, são as contrações peristálticas promovem a movimentação do bolo alimentar.

Veja a figura a seguir ilustrando esse processo:

Sistema Digestivo

Estômago

De mesma forma, o estômago é um órgão do sistema digestivo.

Mas, que lembra uma bolsa, sendo que ela é uma porção dilatada do sistema digestório.

Esse órgão recebe o bolo alimentar e o mistura com uma secreção produzida por células de suas paredes: o suco gástrico.

Entre as substâncias que compõem o suco gástrico, estão:
> a pepsina, que atua na digestão de proteínas
> o ácido clorídrico, que atua garantindo que o ambiente estomacal seja favorável para a atuação da pepsina.

Após sofrer a ação do suco gástrico, o bolo alimentar segue em direção ao intestino delgado e passa a chamar-se quimo.

No estômago, o bolo alimentar entrará em contato com o suco gástrico.

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Intestino delgado

Já o intestino delgado é a porção mais longa do sistema digestório, podendo ter mais de seis metros de comprimento.

Ele é dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo.

O duodeno tem cerca de 25 centímetros e, apesar de seu pequeno comprimento, tem um grande papel no processo digestório.

É nesse local que o quimo recebe as secreções vindas:
> do pâncreas (suco pancreático),
> do fígado (bile)
e do próprio intestino delgado (suco entérico e intestinal).

E essas secreções são as responsáveis pela maior parte da digestão dos alimentos.

Após sofrer todas as modificações no intestino delgado, o quimo ganha outro nome, de modo que passa a ser chamado de quilo.

Além da digestão, o intestino delgado, em especial o jejuno e o íleo, atua na absorção dos nutrientes.

A absorção é eficiente nesse local, pois a parede intestinal apresenta uma série de dobras chamadas de vilosidades.

Além disso, as células possuem também dobras denominadas de microvilosidades.

As vilosidades e as microvilosidades garantem um aumento da superfície de contato e promovem uma maior absorção.

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Intestino grosso

O intestino grosso é menor que o intestino delgado, tendo cerca de 1,5 m.

E é possível distinguir as seguintes regiões no órgão:
> ceco,
> cólon ascendente,
> cólon transverso,
> cólon descendente,
> cólon sigmoide e
> reto.

O quimo desloca-se pelo intestino grosso.

E, durante o processo, o excesso de água é absorvido, e o bolo fecal (fezes) é formado.

Consequentemente essas fezes são evacuadas, e eliminadas pelo ânus.

As glândulas anexas

Anexas ao sistema digestivo estão algumas glândulas que participam diretamente do processo de digestão liberando secreções importantes.

São elas:
> glândulas salivares,
> fígado e
> pâncreas.

As glândulas salivares são as responsáveis pela produção de saliva, que, como dito:
> ajuda a umedecer o alimento e
> dá início à digestão dos carboidratos.

Já o fígado atua na produção da bile, uma substância que atua na emulsificação das gorduras.

Ou seja, que facilita a ação das enzimas sobre as gorduras.

A bile é produzida pelo fígado.

Porém, contudo e todavia, ela permanece armazenada não no fígado, mas na vesícula biliar.

Por fim, temos o pâncreas, quem produz o suco pancreático.

Esse suco é o que age na digestão de proteínas, lipídios e carboidratos.

Assim sendo, o fígado é uma glândula anexa, responsável pela produção da bile.

Vale salientar, entretanto, que o pâncreas e o fígado apresentam funções que vão além da digestão.

O fígado, por exemplo, apresenta papel:
> na neutralização de substâncias tóxicas,
> na síntese de fatores de coagulação e
> no armazenamento de substâncias, como o glicogênio.

O pâncreas, por sua vez, atua na produção de dois hormônios:
> insulina
> glucagon

Dessa forma, ambos atuam no controle das taxas de glicose no organismo.

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